Adicione o texto do seu título aquiInclusão social: como trazer a representatividade para sua comunicação
Antes de discutirmos, de fato, sobre representatividade e inclusão, é importante deixar claro o que não é: contratar alguém só pela cor da pele; trabalhar com cotas para representatividade; reforçar estereótipo e/ou aceitar discurso de ódio, transvestido de “é só brincadeirinha”.
No livro Marketing 4.0, Plhipip Kotler, Kartajaya e Setiawan discutem sobre os novos hábitos da sociedade de consumo. De acordo com os autores, referência em marketing, com a implementação das redes-sociais, novos valores surgiram e se consolidaram.
A inclusão se tornou tendência, foi-se o tempo em que o exclusivo era meta. Lembrando que incluir, não significa ser semelhante, somente, aceitar e viver em harmonia com as diferenças. Posto isso, considerando os acontecimentos recentes e a proximidade do Dia do Orgulho LGBTQI+, ao longo desse artigo vamos tratar:
● Publicidade Inclusiva + Representatividade;
● Como evitar estereótipos;
● Representatividade e inclusão dentro das empresas.
Para além da Publicidade Inclusiva
1 em cada 5 pessoas do mundo possui algum tipo de deficiência, é um dado da Aliança Global para Inclusão das Pessoas com Deficiência na Mídia e Entretenimento.
No entanto, mesmo sendo evidente a importância de se incluir deficientes na comunicação tanto pelo padrão de consumo, como também pela importância da representatividade, foi só em 2008 a primeira vez no Brasil em que os mesmos foram incluídos.
De acordo com a RockContent, maior agência de Marketing de Conteúdo da América Latina, as pessoas compram produtos e buscam marcas pelas quais se identificam. Logo, é importante buscar representar todos os grupos da sociedade.
Representatividade e inclusão como novos valores
Mesmo com as estatísticas evidenciando que as minorias não são, na verdade, minorias, a publicidade e o marketing de produtos e serviços só agora está começando a mudar e buscar formas de trazer a representatividade e a inclusão para os seus valores.
A Publicidade Inclusiva, por exemplo, é sobre incluir essas pessoas na comunicação, a fim de moldar a consciência cultural e de comportamento. É sobre incluir, sem excluir e trazer visibilidade para uma causa.
Ao realizar qualquer campanha, busque trazer o maior número de representações, sem estereótipos, para a sua comunicação. Trabalhe a empatia nos mínimos detalhes e, se necessário, consulte pessoas que você sabe que podem te ajudar. Não é “mimimi” a partir do momento em que ofende alguém.
Para além dos estereótipos, a representatividade que realmente representa
Conforme o estudo TODXS, uma análise de representatividade na publicidade brasileira, a cada seis meses, é comum um impacto efetivo sobre as discussões de igualdade de gênero e raça. Como resultado, campanhas e ações se renovam e reinventam a fim de incluir.
Por outro lado, mesmo com tal mudança, os estereótipos permanecem. A mulher negra como doméstica, o homem negro criminoso, o gay estereotipado (cheio de trejeitos), entre outros, são alguns desses clichês negativos que já estamos acostumados a ver, porém, não deveríamos.
Conforme Bárbara Ferreira, gerente de planejamento, tal posicionamento interfere diretamente na concepção de realidade e valores da população. Portanto, é importante romper com os estereótipos e buscar trazer a realidade.
Ao invés de só tratar homens gays como Crodoaldo Valério, personagem caricaturado da novela da Rede Globo, trazer outros imaginários e representações que fazem parte da comunidade. Busque a pluralidade de traços, jeitos e cores.
Para além das cotas de contratação
É comum que empresas contratem profissionais só para “sair bem na fita”. O famoso profissional que representa minoria dentro de uma empresa, que só foi contratado para que esta divulgue o valor de “nos envolvemos em causas sociais”.
E é comum, também, que isso aconteça sem que os profissionais se deem conta, uma vez que o racismo estrutural é, muitas vezes, velado. Você trabalha com pessoas negras? Se sim, elas ocupam cargo de gerência? Se não, por quê?
Os homossexuais que trabalham com você, são tratados com igualdade? Ou sempre tem um amigo(a) com a sexualidade frágil, acreditando que está sendo assediado? Ou pior, utilizam do interesse daquela pessoa como motivo de bullying ou chacota para outro colega?
Como mudar?
No caso da homofobia em específico, é importante contratar pessoas de todos os tipos, hábitos e trejeitos. Não somente para preencher uma cota, e sim porque sabem da capacidade desse profissional.
É importante combater posturas segregadoras ou preconceituosas. Não aceite brincadeiras com cunho machista, homofóbico ou preconceituoso. Acolha o diferente, trate-as como iguais (direitos e deveres).
Ofereça lugares de fala. Por exemplo, no Dia do Orgulho Gay, ceda o seu espaço – caso você não seja parte desse grupo – para que elas (eles) falem. Incentive, ajude e faça a diferença. Mais do que isso, se posicione. É uma luta de todos.
Caso queira trabalhar todas essas questões na sua empresa e modificar sua estratégia digital, fizemos um artigo especial sobre 5 Benefícios que o Marketing Digital pode trazer para seu Negócio.